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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, PARQUE REGINA, Homem, de 26 a 35 anos



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MÚSICA, CULTURA, POLÍTICA e AMIGOS
 

Anselmo, Beiço e Codorna



Escrito por Tiano Araujo às 18h02
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Sangue, Carlão, Diego Fernando, Marcelo, Silas, Kleber, Gari, Klayton, Leandro, Anemia, Daniela e Pita



Escrito por Tiano Araujo às 18h01
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Meu irmão Codorna



Escrito por Tiano Araujo às 17h59
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Escrito por Tiano Araujo às 13h45
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Carlão, Codorna e Beiço - Diego e Leandro (de costas)



Escrito por Tiano Araujo às 13h44
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Gari



Escrito por Tiano Araujo às 13h42
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Beiço, Leandro e Diego.



Escrito por Tiano Araujo às 13h42
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AMIGOS

Mauricio e Ricardo



Escrito por Tiano Araujo às 13h37
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Piu, Wilson e Anselmo.



Escrito por Tiano Araujo às 13h37
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Anselmo, Mauricio e Piu.



Escrito por Tiano Araujo às 13h33
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Anselmo, João, Anemia e Piu.



Escrito por Tiano Araujo às 11h29
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A realidade do mundo, todos dizem: "sempre haverá uma chance, independente do erro cometido, por mais que seja uma crime, todos terão uma chance", quem derá se fosse assim, nunca haverá um ex-presidiario, e sim sempre um criminoso, a sociedade sempre irá trata-lo como um criminoso, por isso sempre irá cometer mais crimes ao perceber que todoas as portas estarão sempre fechada.

Grande abraço a todos e segue abaixo uma história (um poema) cantada nada mais, nada menos por: MANO BROWN (RACIONAIS MC's), com base na música "ELA PARTIU" de Tim Maia, sem palavras.

UM HOMEM NA ESTRADA

Um homem na estrada recomeça sua vida.
Sua finalidade: a sua liberdade.
Que foi perdida, subtraída;
e quer provar a si mesmo que realmente mudou, que se recuperou e quer viver em paz, não olhar
para trás, dizer ao crime: nunca mais!
Pois sua infância não foi um mar de rosas, não.
Na Febem, lembranças dolorosas, então. Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim.
Muitos morreram sim, sonhando alto assim, me digam quem é feliz, quem não se desespera, vendo
nascer seu filho no berço da miséria.
Um lugar onde só tinham como atração, o bar, e o candomblé pra se tomar a benção.
Esse é o palco da história que por mim será contada.
...um homem na estrada.

Equilibrado num barranco incômodo, mal acabado e sujo, porém, seu único lar, seu bem e seu
refúgio.
Um cheiro horrível de esgoto no quintal, por cima ou por baixo, se chover será fatal.
Um pedaço do inferno, aqui é onde eu estou.
Até o IBGE passou aqui e nunca mais voltou. Numerou os barracos, fez uma pá de perguntas.
Logo depois esqueceram, filhos da puta!
Acharam uma mina morta e estuprada, deviam estar com muita raiva.
"Mano, quanta paulada!".
Estava irreconhecível, o rosto desfigurado.
Deu meia noite e o corpo ainda estava lá, coberto com lençol, ressecado pelo sol, jogado.
O IML estava só dez horas atrasado.
Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim, quero que meu filho nem se lembre daqui, tenha uma vida
segura.
Não quero que ele cresça com um "oitão" na cintura e uma "PT" na cabeça.
E o resto da madrugada sem dormir, ele pensa
o que fazer para sair dessa situação.
Desempregado então.
Com má reputação.
Viveu na detenção.
Ninguém confia não.
...e a vida desse homem para sempre foi danificada.
Um homem na estrada...
Um homem na estrada..

Amanhece mais um dia e tudo é exatamente igual.
Calor insuportável, 28 graus.
Faltou água, ja é rotina, monotonia, não tem prazo pra voltar, hã! já fazem cinco dias.
São dez horas, a rua está agitada, uma ambulância foi chamada com extrema urgência.
Loucura, violência exagerada. Estourou a própria mãe, estava embriagado.
Mas bem antes da ressaca ele foi julgado.
Arrastado pela rua o pobre do elemento, o inevitável linchamento, imaginem só!
Ele ficou bem feio, não tiveram dó.
Os ricos fazem campanha contra as drogas e falam sobre o poder destrutivo delas.
Por outro lado promovem e ganham muito dinheiro com o álcool que é vendido na favela.

Empapuçado ele sai, vai dar um rolê.
Não acredita no que vê, não daquela maneira,
crianças, gatos, cachorros disputam palmo a palmo seu café da manhã na lateral da feira,
Molecada sem futuro, eu já consigo ver, só vão na escola pra comer,
Apenas nada mais, como é que vão aprender sem incentivo de alguém, sem orgulho e sem respeito,
sem saúde e sem paz.
Um mano meu tava ganhando um dinheiro,
tinha comprado um carro,
até rolex tinha!
Foi fuzilado a queima roupa no colégio, abastecendo a playboyzada de farinha,
Ficou famoso, virou notícia, rendeu dinheiro aos jornais, hu!, cartaz à policia
Vinte anos de idade, alcançou os primeiros lugares... superstar do notícias populares!
Uma semana depois chegou o crack, gente rica por trás, diretoria.
Aqui, periferia, miséria de sobra.
Um salário por dia garante a mão-de-obra.
A clientela tem grana e compra bem, tudo em casa, costa quente de sócio.
A playboyzada muito louca até os ossos!
Vvender droga por aqui, grande negócio.
Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim,
Quero um futuro melhor, não quero morrer assim,
num necrotério qualquer, como indigente, sem nome e sem nada,
o homem na estrada.

Assaltos na redondeza levantaram suspeitas,
logo acusaram a favela para variar,
E o boato que corre é que esse homem está, com o seu nome lá na lista dos suspeitos,
pregada na parede do bar.

A noite chega e o clima estranho no ar,
e ele sem desconfiar de nada, vai dormir tranquilamente,
mas na calada caguentaram seus antecedentes,
como se fosse uma doença incurável, no seu braço a tatuagem, DVC, uma passagem , 157 na lei...
No seu lado não tem mais ninguém.

A Justiça Criminal é implacável.
Tiram sua liberdade, família e moral.
Mesmo longe do sistema carcerário, te chamarão para sempre de ex presidiário.
Não confio na polícia, raça do caralho.
Se eles me acham baleado na calçada, chutam minha cara e cospem em mim é..
eu sangraria até a morte...
Já era, um abraço!.
Por isso a minha segurança eu mesmo faço.

É madrugada, parece estar tudo normal.
Mas esse homem desperta, pressentindo o mal, muito cachorro latindo.
Ele acorda ouvindo barulho de carro e passos no quintal.
A vizinhança está calada e insegura, premeditando o final que já conhecem bem.
Na madrugada da favela não existem leis, talvez a lei do silêncio, a lei do cão talvez.
Vão invadir o seu barraco, é a polícia!
Vieram pra arregaçar, cheios de ódio e malícia, filhos da puta, comedores de carniça!
Já deram minha sentença e eu nem tava na "treta", não são poucos e já vieram muito loucos.
Matar na crocodilagem, não vão perder viagem, quinze caras lá fora, diversos calibres, e eu apenas
com uma "treze tiros" automática.
Sou eu mesmo e eu, meu deus e o meu orixá.
No primeiro barulho, eu vou atirar.
Se eles me pegam, meu filho fica sem ninguém, e o que eles querem: mais um "pretinho" na febem.
Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim, a gente sonha a vida inteira e só acorda no fim, minha verdade
foi outra, não dá mais tempo pra nada... bang! bang! bang!

Homem mulato aparentando entre vinte e cinco e trinta anos é encontrado morto na estrada do
M'Boi Mirim sem número.
Tudo indica ter sido acerto de contas entre quadrilhas rivais.
Segundo a polícia, a vitíma tinha vasta ficha criminal."



Escrito por Tiano Araujo às 11h43
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23/06/2005 - 15h51
"Mississippi em Chamas": Killen condenado a 60 anos

FILADÉLFIA, EUA, 23 jun (AFP) - Edgar Ray Killen, de 80 anos, ex-líder da Ku Klux Klan (KKK), que havia sido declarado culpado pela morte em 1964 de três militantes dos direitos civis, foi condenado nesta quinta-feira a 60 anos de prisão por um tribunal da Filadélfia, Mississippi, sul dos Estados Unidos.

Um dos jurados condenou Killen por "homicídio culposo" (sem premeditação) no julgamento chamado "Mississippi em Chamas".

Ex-líder da organização racista KKK, que proclama a supremacia branca, e ex-pastor batista, Killen compareceu ao tribunal numa cadeira de rodas e com um aparelho respiratório. O condenado sofre de hipertensão.

Killen escutou sem protestar a sentença do Tribunal da Filadélfia lida pelo juiz Marcus Gordon e foi brevemente reconfortado por seus familiares antes de ser levado para a prisão.

O condenado passará seus últimos dias numa prisão do Estado de Mississippi (sul), onde 70% dos prisioneiros são negros. Ele foi condenado a 20 anos por cada um dos três assassinatos e as penas devem ser cumpridas integralmente, disse o juiz Marcus Gordon, do tribunal da Filadélfia (Mississippi).

Killen ficará preso por quatro semanas numa prisão no centro de Mississippi (CMCF), no condado de Rankin, para ser "avaliado". Depois, será transferido para uma prisão estatal de alta segurança (MSP) em Parchman, explicou o responsável do Sistema Penitenciário do Mississippi, Chirs Epps. Esta prisão, inaugurada em 1901, abriga 4.700 detidos.

Até ser acusado, em janeiro, Killen nunca havia sido importunado pela justiça e vivia tranqüilamente a poucos quilômetros do lugar do crime.

Killen foi considerado culpado de "homicídio culposo" (sem premeditação) pelas mortes, em 21 de junho de 1964, dos judeus Michael Schwerner (24) e Andy Goodman (20) e do negro James Chaney (21).

Em 1967, Killen havia sido absolvido num julgamento, quando uma mulher do júri disse que não poderia condenar Killen por ele ser pastor.

De 18 membros da KKK processados, apenas sete foram condenados no julgamento de 1967 por um júri branco. Eles pegaram entre três e 10 anos de prisão.

Schwerner, Goodman e Chaney haviam sido detidos numa delegacia sob acusações falsas e, depois de serem liberados à noite, foram atacados por membros da KKK e da polícia.

Os corpos dos três jovens, espancados e crivados de balas, foram encontrados 44 dias depois numa represa, depois de uma intensa busca por parte do FBI.

O caso emocionou os Estados Unidos e inspirou o filme de 1988 "Mississippi em Chamas" ("Mississippi Burning"), protagonizado por Gene Hackman e Willem Dafoe.

A maior parte das testemunhas do caso estão agora mortas, mas os membros do júri consideraram que os depoimentos póstumos eram suficientes para formar uma opinião sobre a responsabilidade de Killen, um ex-carpinteiro e pastor batista.

"O 'pastor' Killen gozou de liberdade e de uma longa vida, dois bens dos quais privou (James) Chaney, (Andrew) Goodman e (Michael) Schwerner. É o momento de pagar por seus crimes", afirmou na quarta-feira o jornal da Filadélfia, "Clarion-Ledger", que pediu a "pena máxima".

Apesar de sua condenação ter sido bem-vinda nos Estados Unidos, muitos a consideram insuficiente. James McIntyre, advogado defensor de Killen, disse que apelará.

Familiares das três vítimas comemoraram o veredicto, mas lembraram que ainda se deve avançar mais para erradicar o passado racista do sul dos Estados Unidos.

A viúva de Michael Schwerner, Rita Bender, disse que este era um "pequeno" passo para contar a acidentada história do sul dos Estados Unidos.



Escrito por Tiano Araujo às 10h20
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Começa julgamento do caso que inspirou o filme "Mississipi em Chamas"

 

FILADÉLFIA, EUA, 13 jun (AFP) - Quarenta anos depois dos fatos que inspiraram o filme "Mississipi em Chamas", o ex-membro do Ku Klux Klan (KKK) Edgar Ray Killen deverá responder a partir de segunda-feira à Justiça da Filadélfia (Mississippi, sul) pelos assassinatos de três jovens militantes anti-racismo em 1964.

O processo - uma oportunidade para que o sul dos Estados Unidos revise seu passado racista e violento - começou com a escolha do júri.

Cerca de 400 pessoas serão ouvidas nesta segunda e terça-feiras pela acusação e pela defesa, que deverão escolher os 12 jurados.

Os jurados em potencial chegaram à corte, um pequeno prédio de tijolos vermelhos no coração da Filadélfia, uma cidade rural do sul do país, sem grande aparato policial.

Killen, de 80 anos, esteve presente na audiência e chegou ao tribunal em cadeira de rodas, olhou para frente e não deu nenhuma declaração.

As ruas do entorno do tribunal foram fechadas por razões de segurança, apesar de nenhuma manifestação ter sido anunciada.

Killen, ex-operador de uma serralheria e ex-pastor batista, foi acusado, em janeiro, de ter sido o mentor dos assassinatos de três jovens militantes de direitos civis: um negro e dois judeus nova-iorquinos. Durante mais de 40 anos Killen viveu tranqüilamente a apenas alguns quilômetros do local do crime.

No chamado "Verão da Liberdade" de 1964, milhares de militantes do norte do país, sobretudo jovens brancos, viajaram para os estados do sul segregacionista para inscrever os negros nas eleições. Entre estes militantes estavam dois judeus de Nova York, Michael Schwerner, de 24 anos, e Andy Goodman, de 20, que se reuniram com um ativista negro, James Chaney, de 21 anos, no centro de Mississipi.

Em 21 de junho daquele ano, os três militantes dos direitos civis voltavam de carro de uma cidade vizinha, onde a igreja freqüentada por negros havia sido incendiada na véspera, quando foram detidos pela polícia da pequena cidade da Filadélfia, com a falsa acusação de excesso de velocidade.

Após serem mantidos na delegacia durante várias horas, foram liberados de madrugada. Depois de uma terrível perseguição, sofreram a emboscada de dois veículos ocupados por membros da KKK e policiais.

Os corpos dos três jovens, com sinais de espancamentos e crivados de balas, foram retirados 44 dias depois de um açude, depois de uma intensiva busca pelo FBI (polícia federal americana), sob o olhar aterrorizado do país inteiro.

O crime inspirou o filme "Mississipi em Chamas" (1988), de Alan Parker, estrelado por Gene Hackman e Willem Dafoe. Killen, que teve o processo adiado em março por ter sofrido um acidente enquanto cortava madeira, declarou inocência.

O ex-pastor batista é o primeiro e único acusado de assassinato neste caso que, mais que qualquer outro com motivação racista dos anos 60, comoveu os Estados Unidos.

Embora Killen seja acusado de ser o mentor dos crimes, os homens que supostamente foram os executores já faleceram, segundo várias testemunhas.

Cerca de 20 membros da KKK, entre eles Killen, foram interpelados em 1964. Sete pessoas acabaram sendo condenadas pela violação dos direitos civis das vítimas. Em 1967, um júri totalmente integrado por brancos impôs a eles penas de 3 a 10 anos de prisão.

Edgar Ray Killen, ao contrário, foi liberado, e uma mulher do júri chegou a declarar que se negaria a "condenar um pastor". Em 1998, mais de 30 anos depois, um dos condenados voltou a incluí-lo no processo, o que levou à reabertura do caso.

As primeiras alegações deverão começar em breve. O processo, transmitido por uma televisão a cabo americana, pode durar várias semanas.



Escrito por Tiano Araujo às 11h02
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JOÃO GILBERTO

 

"Quaisquer que sejam as novas direções de nossa música nova,
não nos esqueçamos da lição de João"
 
(Augusto de Campos, em 1966)

João Gilberto nasceu em Juazeiro, BA, em 10 de junho de 1934. Ele é a síntese da Bossa Nova - voz, violão, tudo nele é único. E foi o maior influenciador de outros músicos que já apareceu na MPB - de Chico Buarque, Caetano, Gal e Gil até Ney Matogrosso.

Com seu jeito tranqüilo aliado à um trabalho que faz questão de ser impecável, por onde ele passou criou histórias pitorescas, ninguém entendia como algum artista poderia ser tão difícil quanto ele. É conhecida por todos a história do show em que ele dispensou a orquestra e exigiu que se desligasse o ar condicionado. Quem não entendeu chamou-o de maluco ou de chato. Só quem sabe o som que vem da música compreendeu.

João é o que chamamos de Mago ou de Mito. Talvez o único que carrega o som em suas entranhas - não permite distorções, não suporta mixagens ou engenheiros de som. Percebe qualquer semitom fora de lugar - perfeccionista, genial. É a nobreza verdadeira e em todos os sentidos da MPB - a alegria de podermos saber que vivemos para ouvi-lo.



Escrito por Tiano Araujo às 15h00
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